recuperação do setor

Após aumento do PIB da construção civil, setor continuará crescendo em 2020

Publicado em quinta-feira, janeiro 30, 2020 ·

Após enfrentar uma crise por cinco anos, o mercado imobiliário apresenta constante recuperação e volta a se estabilizar

O aumento de lançamento de imóveis tem sido a prova da recuperação do setor desde meados de 2019. Esses resultados serão refletidos em 2020, quando a perspectiva de compra e venda será altamente positiva no mercado.

Com essa recuperação, o estoque de imóveis à venda reduziu, o que fez com que novas oportunidades de emprego na área surgissem, uma vez que mais empreendimentos tendem a ser lançados.

A expectativa é de que o PIB da construção civil cresça cerca de 3% em 2020 — em 2019, o aumento foi de 2%. Há, também, o crescimento de contratações. Foram 2,3 milhões de pessoas empregadas no setor apenas no último ano.

Recuperação a passos lentos

Mesmo com a superação da crise enfrentada entre os anos de 2013 e 2018, quando houve uma queda de 30% do PIB no setor, ainda falta muito para que 2020 comece a apresentar números próximos aos do período de 2006 a 2012, em que o PIB teve aumento de 62%.

Mas não se pode negar que o segmento imobiliário está se recuperando rapidamente, prometendo um mercado aquecido em 2020, especialmente em São Paulo, com lançamentos de empreendimentos e consequente aumento de vendas.

Os segmentos dentro da construção civil que mais apresentarão rentabilidade no PIB em 2020 são: autoconstrução e reformas (4,5%), serviços especializados (2,5%), setor de edificações (2,3%) e infraestrutura (1%).

Dificuldades a serem enfrentadas

Algumas dificuldades podem ser enfrentadas com as empresas que fornecem equipamentos e serviços especializados. Pelo fato da crise imobiliária ter durado cinco anos, algumas companhias fecharam e outras demitiram muitos profissionais.

Essas demissões, inclusive, são um fator preocupante, uma vez que os trabalhadores passaram a migrar para outros setores da economia. Isso faz com que possa haver certa dificuldade em contratações, especialmente em regiões que estarão com o mercado mais aquecido.

Confederação Nacional da Indústria

De acordo com dados divulgados pela CNI, a Confederação Nacional da Indústria, a expectativa é de que esse cenário do mercado imobiliário faça com que a taxa média anual de desemprego caia 11,3% em 2020. Em 2019 essa queda foi de 11,9%.

Outra previsão positiva é com relação à inflação. A CNI acredita que o comportamento favorável de 2020 faça com que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) atinja 3,70% no início da nova década. No último ano, esse índice foi de 3,78%.

Fatores que contribuíram para a retomada de ritmo

O mercado está se recuperando graças a um conjunto de fatores, sobretudo pela significativa queda de juros e inflação sob controle. Esses pontos motivaram a diminuição de juros em financiamentos imobiliários.

Uma vez que esses fatores fizeram com que a aquisição de um imóvel se tornasse mais acessível, as pessoas se sentiram mais seguras para comprar residências por meio de financiamentos e, assim, poder gerar renda com os bens.

Inclusive, os investimentos imobiliários estão ganhando cada vez mais força, o que será visto ainda mais frequentemente em 2020. Isso acontecerá, principalmente, com as reformas que estão em busca de equilíbrio das contas públicas, pelo menos até elas avançarem.

A queda da taxa Selic, a principal taxa de juros do país, também favoreceu para que mais financiamentos — especialmente os imobiliários — fossem feitos. Isso porque sua queda — de 5% ao ano para 4,5% ao ano — resultou em melhores condições de juros para cartas de créditos.

Essa ação é um dos fatores que contribuem para o impulsionamento do mercado imobiliário e toda a receita que ele gerará ao país, além de trazer benefícios para a toda a economia nacional.

 

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