Após arquivamento, Campinense acusa procurador de parcialidade

Publicado em quarta-feira, junho 10, 2015 ·

tribunalA decisão do procurador Marinaldo Roberto de Barros, do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB), de arquivar as ações de Campinense e Treze contra o Botafogo-PB, que pedem a perda de pontos do time pessoense, por razão de uma suposta irregularidade do técnico Roberto Fonseca no jogo contra a Raposa, no dia 3 de junho, causou indignação na cúpula rubro-negra.

Através de sua página no facebook, a diretoria raposeira acusou Marinaldo Roberto de Barros de parcialidade ao divulgar imagens do procurador uniformizado em jogos do Botafogo.

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Confira a nota na íntegra:

O Campinense Clube entrou no TJD-PB com denúncia contra o Botafogo Futebol Clube por este ter colocado em campo na última quarta-feira (03), membro de sua comissão técnica que havia sido expulso em partida anterior. Tendo por base o REGULAMENTO GERAL DE COMPETIÇÕES em seu artigo 52, o técnico da equipe deveria ter cumprido suspensão automática.

O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba que recebeu a denúncia, arquivou a ação alegando que houve a irregularidade, porém a pena seria apenas a aplicação de multa.

Ora, se esse entendimento fosse regra, qual treinador desse país cumpriria suspensão automática?

Bem, o Campinense Clube entende que as instâncias serão percorridas de forma natural e que no final a garantia do seu direito será observada de forma imparcial.

Falar em imparcialidade, causou espanto a quantidade de fotos do Sr Procurador Marinaldo Roberto de Barros, em sua página pessoal do Facebook, usando escudos, cores, palavras, colegas e familiares… todas alusivas ao clube que por ele estava sendo, pasmem, julgado.

A ética indicaria que por tal envolvimento pessoal demonstrado em sua galeria de fotos à disposição de qualquer internauta na rede mundial de computadores, o Sr procurador deveria averba-se suspeito. A exposição pública de sua preferência e relação com o Botafogo Futebol Clube, onde afirma ter inclusive sido atleta por 5 anos, é no mínimo constrangedora para o TJD-PB.

Apesar deste fato lamentável, o Campinense Clube continua confiando na justiça desportiva da Paraíba e na isenção dos seus julgadores

Treze também contra-ataca

O gerente de futebol do Treze, Josimar Barbosa, o Joba, também se posicionou sobre a decisão do procurador Marinaldo Roberto de Barros.

“O procurador está procrastinando em nome do Botafogo. Só isto. Acho que nenhum julgamento pode ignorar o RGC. Se o Belo ganhar esta, teremos uma jurisprudência: jogador pagará multa e não cumprirá a suspenção automática de uma partida ,afinal o artigo 52 fala de “Atleta ou membro da comissão técnica” igualmente”, criticou.

Entenda o caso

Campinense e Treze protocolaram uma ação junto ao Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba, denunciando o técnico Roberto Fonseca, do Botafogo-PB, de ter atuado de forma irregular na partida contra o rubro-negro, no dia 3 de junho, no Estádio Almeidão. Na partida anterior, contra o mesmo Campinense, no dia 27 de maio, Fonseca havia sido expulso e teria segundo entendimento dos “Maiorais”, que ter cumprido um jogo de suspensão.

A dupla de Campina Grande se baseia no Artigo 52 do Regulamento Geral das Competições da CBF de 2015, que versa “O atleta e o membro de comissão técnica que forem expulsos de campo ou do banco de reservas ficarão automaticamente impedidos de participar da partida subsequente, independentemente do mérito e da data da decisão do julgamento da infração disciplinar pelo STJD”.

Como pena para esse tipo de infração, o artigo 214 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) prevê a perda de três pontos (mais a anulação dos pontos obtidos com a vitória), os quais podem fazer toda a diferença na classificação final do quadrangular.

 Por: Maurílio Júnior

 

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