AMPB envia nota ao Portalmidia sobre declarações do Pe. Adauto contra juízes

Publicado em segunda-feira, Março 12, 2012 ·

A Associação dos Magistrados da Paraíba, enviou uma nota a nossa redação, em decorrência das declarações dadas pelo Padre Adalto Tavares, na semana passada, sobre a ausência dos juízes que foram convocados a participarem de uma reunião juntamente com outros membros da sociedade guarabirense, para discutir os problemas relacionados a segurança pública na cidade e região.

Veja abaixo o conteúdo da nota enviada pela assessoria de comunicação de AMPB.

Nota Pública

Em virtude de declarações do padre Adalto Nunes, pároco da catedral de Nossa Senhora da Luz, da cidade de Guarabira, que foram publicadas em alguns sites, a Associação dos Magistrados da Paraíba vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

A respeito do comentário depreciativo sobre o horário de trabalho dos juízes que atuam na comarca de Guarabira, a AMPB ressalta que os magistrados que atuam na citada comarca vêm desempenhando seu ofício, junto aos processos sob sua responsabilidade, com rigor e presteza. Tais magistrados cumprem seu horário de trabalho de segunda a sexta-feira, atendendo a população daquele município com a seriedade e responsabilidade que o cargo requer.

Portanto, a AMPB repudia a declaração feita pelo padre Adauto Nunes de que os magistrados só trabalham em alguns dias da semana, tendo em vista que tal afirmação não corresponde à verdade. Os juízes da já citada comarca têm atuação exemplar e condizente com sua função, sendo lamentáveis afirmações públicas infundadas e de caráter genérico que terminam por levar a opinião pública a desacreditar nos serviços do Poder Judiciário, fato que causa prejuízos para a própria democracia.

Além disso, a AMPB estranha que tal declaração venha a público sem qualquer contato prévio com os magistrados para que seja preservado o princípio ético do bom jornalismo de sempre ouvir os dois lados da questão.

Em comarcas do interior, a exemplo de Guarabira, os juízes enfrentam dificuldades para desenvolver seu trabalho, sobretudo com falta recursos humanos e financeiros, além de, devido ao número insuficiente de magistrados, acumularem processos de comarcas vizinhas e atuar concomitantemente na Justiça Eleitoral. Isto comprova o esforço de nossa magistratura que, mesmo sem condições adequadas, trabalha em busca de um serviço judicial garantidor do direito dos cidadãos.

Por fim, a Associação dos Magistrados da Paraíba espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e a seus magistrados, como resguardo à ordem democrática.

João Pessoa, 08 de março de 2012.

Juiz Antônio Silveira Neto

Presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB)

Veja matéria em que Pe. Adalto critica juízes:

Pe. da Diocese de Guarabira critica ausência de juízes em reunião e os taxa de “JuizesTQQ”

Preocupado com a situação da segurança pública em Guarabira e na região do brejo, o padre Adalto Tavares, pároco da catedral de Nossa Senhora da Luz, reuniu diversos representates da sociedade, no salão paroquial, na noite desta segunda-feira (5), para tratar de assuntos ligados a segurança pública. O sub-comandante do 4 BPM Major Givaldo participou do evento representando o comando da PM do brejo.

Participaram também da reunião Vereador Beto Meireles, o Bispo Dom Lucena, representante do banco do brasil Nicodemos, Tenente do corpo de bombeiro Amaral, delegado Ricardo Sena representantes do concelho tutelar o vice-prefeito Josa da padaria, o vereador Gerson do Gesso e alguns populares.

Além do sub-comandante, juizes e promotores também foram convocados a comparecerem a reunião, pórem não se fizeram presentes, o que deixou Pe. Adalto irritado. Tal foi a chateação do sacerdote, que o mesmo durante sua fala, taxou os magistrados de “Juizes TQQ” (terça, quarta e quinta-feira), referindo-se aos dias em que os mesmos dão os seus plantões.

“Lamentavelmente eles não compareceram. Eles deveriam ter comparecido, eu tenho um caderno de protocolo provando que eles receberam os convites.” disse Pe. Adalto.

Apenas o Juiz Dr. Gustavo Pessoa Lira, Justificou a sua ausência e se prontificou a fazer parte do concelho.

O padre Luis Pescarmona saiu em defesa dos juízes e promotores e disse que o convite não estava claro.

Ao final da reunião, ficou acertado que o conselho que foi criado (CONSEG) analisará o estatuto do Conselho de Segurança que foi criado na cidade de Areia, aonde Pe. Adalto tomou a mesma iniciativa.

Também ficou acertado que outra reunião acontecerá no dia 17 de abril, na associação comercial as 7:30hs, com a finalidade de mais uma vez debater a realidade da segurança em nossa cidade.

Por Michele Marques

Portalmídia

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