Agência Nacional de Vigilância proíbe venda de medicamento para tratar câncer

Publicado em quinta-feira, Março 8, 2012 ·

Falsificação foi identificada na data de fabricação de um determinado lote do Mabthera, utilizado no tratamento de linfoma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União (DOU), uma resolução que proíbe  a distribuição, comércio e uso do lote B6038 do medicamento Mabthera 500mg/500ml (Rituximabe). Esse remédio é utilizado para tratamento de linfomas.

Segundo o órgão, o motivo da decisão foi falsificação no rótulo. O produto original foi fabricado em 2008, mas na embalagem consta fabricação em 2010. Como informou a Anvisa, a própria empresa fabricante do medicamento, a Roche Produtos Químicos Farmacêuticos, foi quem comunicou a suspeita de falsificação à Agência.

De acordo com Wilson Bachega, cirurgião oncologista do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, o medicamento é um quimioterápico comumente utilizado no tratamento de linfoma. O uso de um remédio falsificado evidentemente prejudica o tratamento de um paciente com câncer, já que a regularidade é essencial nesse processo e qualquer falha nela pode interferir no resultado final.

A Anvisa recomenda que pessoas que tiverem em casa ou forem comprar o medicamento Mabthera identifiquem na própria embalagem o número do lote do produto. Se for B6038 e constar a data de 2008, elas devem acionar a polícia para que os estabelecimentos que comercializaram o remédio sejam procurados.

Saiba mais

LINFOMA
É o termo usado para designar os tumores cancerígenos no sistema linfático, formado por vasos finos e gânglios (linfonodos) que atuam na defesa do organismo levando nutrientes e água às células e retirando resíduos e bactérias. Há dois tipos principais de linfoma: a doença de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esperam-se, neste ano, 5.190 novos casos de linfoma não Hodgkin em homens e 4.450 em mulheres no Brasil. Essa doença matou, em 2009, 3.735 brasileiros, sendo 2.054 homens e 1.681 mulheres. A doença de Hodgkin, por outro lado, foi responsável por 431 mortes no ano de 2006, sendo 233 homens e 198 mulheres

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