Campina Grande

Acusado de mandar matar padrinhos no dia do casamento é condenado a 68 anos de prisão

Publicado em terça-feira, dezembro 10, 2019 ·

Foi condenado a 68 anos de prisão o empresário Nelsivan Marques de Carvalho, acusado de matar seus padrinhos Washington Luiz Alves de Menezes e Lúcia Santana Pereira, no dia do próprio casamento. O julgamento, que foi adiado em agosto de 2018, aconteceu nesta segunda-feira (09) no Tribunal do Júri de Campina Grande.

Nelsivan foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra o casal e ainda o vigilante da casa de festas que foi ferido a tiros no local do crime.

O assassinato aconteceu em março de 2014, em frente a um salão de festar no bairro do Catolé, em Campina Grande. A Justiça definiu que os seis réus envolvidos no duplo homicídio seriam julgados por júri popular.

Maria Gorete Alves Pereira, que foi acusada de envolvimento no duplo assassinato, foi absolvida. Ela também foi julgada nesta segunda-feira (09). A mulher disse que convivia apenas com um dos homens envolvidos no caso, Gilmar Barreto da Silva, que foi condenado a 37 anos e quatro meses de prisão.

Outro acusado de envolvimento no crime, Allef Sampaio dos Santos, também sentaria no banco dos réus, mas teve o júri adiado por não apresentar advogado.

Foto: reprodução

Acusado nega

Nelsival negou envolvimento na morte dos padrinhos de casamento e que teve o nome colocado no meio do processo, mas não sabe quem o fez nem o motivo. No depoimento, ele alego que não se recorda do que aconteceu no dia do crime e a defesa aponta que não há provas materiais de que o empresário tenha participado do crime.

O juiz questionou Nelsivan sobre relação de provas, como ligações eletrônicas e trocas de mensagens entre os celulares dele e outros réus. “Se eu liguei pra alguém ou respondi mensagem de texto naquela ocasião não me lembro. Se eu fiz não sei”, respondeu Nelsivan. Ele ainda disse que a relação que tinha com Franciclécio — condenado a 54 anos e seis meses de prisão — era de amizade, pois frequentavam a mesma igreja.

De acordo com a promotoria, com base no inquérito da Polícia Civil, o crime foi motivado por ganância. Segundo o Ministério Público, Nelsivan teria encomendado a morte dos padrinhos para assumir o controle total de uma faculdade particular da cidade, que também era administrada pelo casal assassinado.

G1

 

 

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