A propósito da nascente e insistente tentativa de alguns colunistas políticos especializados em fofocas e fruticas, de separar politicamente o ex-prefeito Ricardo Coutinho e o atual Luciano Agra, lembro mais uma vez Tarcisio Burity, comentando o determinismo histórico do sucessor brigar com o sucedido. Dizia Burity com o seu humor quase sisudo: Tomé de Souza é a única exceção! Não teve com quem brigar, pois pois, foi o primeiro governador do Brasil...
Na
Paraíba pós 64, Ernani Satyro brigou com João Agripino, Ivan Bichara
com Ernani. Burity afastou-se de Ivan após destituir Hermano Almeida do
cargo
de Prefeito da Capital. Wilson Braga deu
uma rasteira em Burity tomando-lhe o PTB (desde aquele tempo o PTB já
era doido
por governo...) e obrigando-o a se filiar ao PMDB de Humberto Lucena,
para ser
o nosso candidato a Governador, agora, pelas diretas. Ronaldo Cunha Lima
se
elege em oposição a Burity que mandou Carlos Dunga lhe entregar o cargo.
Depois
vem Mariz, sem tempo, infelizmente, de concluir seu Governo, deixando-o
para
Maranhão, que briga com Ronaldo, dividindo o PMDB em dois pedaços.
Maranhão
nada fez para reunificar o partido, legado de Humberto. Tratou
de segurar o poder que herdou de Mariz. Cássio
Cunha Lima, dono da segunda fatia partidária,
se elege já adverso de Maranhão, sucedido por Roberto Paulino ( até eu
quase me
esqueço dele...). E vem Maranhão pela terceira vez, agora ungido pelo
tapetão
salvador. A história vai se repetir por séculos e séculos, amém.
O
episódio mais recente é a sucessão na Prefeitura da Capital. As
informações que me chegam levam à conclusão que a escolha do
vice-prefeito
Luciano Agra, contrariando a expectativa de aliados inconformados,
sempre fez
parte da estratégia traçada pelo coletivo de Ricardo para levá-lo ao
poder
estadual. Luciano é peça integrante e indispensável a esse projeto. Como
bom
arquiteto, sabe que não é a hora marcar presença e dar o norte da sua
eficiência ao barco que trocou de timoneiro. No momento, tem apenas que
conduzi-lo a bom porto, cruzando mares agitados e enfrentando pequenas
tempestades. Vai vencer a todas as tormentas.
Cumprida
a sua missão, lhe restam ainda dois anos para imprimir a sua
marca registrada e se credenciar à permanência de mais quatro anos à
frente da
edilidade pessoense. Ao assumir, já se disse vacinado contra intrigas e
elogios
gratuitos, destinados a causar a cizânia no grupo que ajudou a
construir.
Luciano Agra vai desmentir a teoria de Tomé de Souza.
A
propósito, copiei de Delfin Neto essa texto, que responde às
preocupações
dos pescadores de águas turvas: “È enorme
violência contra toda evidencia histórica supor que o “sucessor”
conforme-se em
ser confundido com o “sucedido”. E, uma enorme manifestação de ingenuidade do “sucedido” supor que poderá
perpetuar-se anulando o “sucessor”.
Seguindo
essa lição, ninguém briga com ninguém...








