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Articulista


                         Padre Djacy Brasileiro atua na paróquia do município de Santa Cruz, Sertão paraibano
                         É um fervoroso batalhador pela transposição do Rio São Francisco







 

Comercializar o voto é pecado e dá cadeia

                       

A partir do início da campanha política ou período eleitoral, irei falar sobre cada ponto da cartilha “formando consciência política: acordem eleitores paraibanos”, lançado recentemente na A.P. I, Associação Paraibana de Imprensa, visando levar o (a) eleitor (a) a tomar consciência sobre a importância do seu dever cívico de votar com maturidade e responsabilidade, como também saber levar em consideração a Lei eleitoral e os princípios cristãos.


O primeiro ponto a ser detalhado trata-se da comercialização do voto. Coisa que  ainda é moda nesta Paraíba de milhares de analfabetos políticos, para a felicidade da elite política e dos politiqueiros de plantão.


É justo, é ético, é legal a comercialização do voto? Existe alguma lei que proíbe a venda do voto ou sua compra? Para o cristão, vender ou comprar voto é pecado? Pode levar ao inferno? O cristão católico que compra ou vende o voto pode receber Jesus na Eucaristia?


Para responder a essas perguntas, começaria citando o que está consignado na cartilha: “não comercialize seu voto, que é sua arma. Vender ou trocar voto por quaisquer coisas é um grave atentado a sua dignidade, a sua cidadania, além de ser crime eleitoral. Quem tem vergonha, seriedade, honestidade e responsabilidade não vende o voto. Quem vende seu voto é um desavergonhado, não pode cobrar dos eleitos e merecem ser punidos na forma da lei eleitoral”.

            “Candidato que compra voto, não tem compromisso com a população”.


Como se percebe, não é justo, não é ético e nem tão pouco cristã a comercialização do voto. Pelo o contrário, trata-se de um crime grave, no âmbito jurídico, que deve ser punido rigorosamente de acordo com a Lei eleitoral 9.840 /99, e essa lei é aplicada tanto para o (a) eleitor (a) que vende seu voto, quanto para o (a) candidato (a) que compra. Vejamos bem: “Tanto o candidato que compra voto, quanto o eleitor que o vende, estão cometendo crime eleitoral de corrupção ativa e passiva, cuja pena varia de 1 a 4 anos de prisão”.


No âmbito moral, trata-se de uma ofensa à dignidade da pessoa humana. É, indubitavelmente, uma afronta, uma aberração, uma ignomínia. Até diria, sem medo de errar, a comercialização do voto é a causa de muitas desgraças sociais neste Pais, nesta Paraíba. Por isso que é um atentado à Sociedade, ao bem comum, e a própria dignidade da pessoa humana. Baseado nestes pressupostos, digo, sem medo de errar, que esse ato abominável pode levar muita gente para o inferno.

Quem vende ou compra voto está cometendo um pecado grave, gravíssimo. Sendo assim, o cidadão ou cidadã católico (a) que pratica esse ato abominável deveria tomar consciência da gravidade de sua atitude e assim, evitar receber Jesus na Eucaristia. Quem compra ou vende voto, se for católico (a), deve procurar o Sacramento da Penitência, se assim o fizer, estará reconciliando-se com Deus e com a comunidade, podendo então, participar dignamente do Banquete Eucarístico. Caso contrário, evite a recepção do referido Sacramento, para não cair no que diz o Apóstolo Paulo: “todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor (I Cor.11,27ss.).


As igrejas cristãs deveriam ser rígidas com relação a esses ditos cristãos, que vivem de comercializar o que mais de sagrado o cidadão possui: o voto. Ora, se matar, roubar, praticar adultério, cometer injustiça e outros similares são pecados, por que o comércio do voto, que é uma ofensa à moral, a cidadania, a dignidade da pessoa humana e ao próprio evangelho, não pode ser pecado? Se esse ato ilícito, que gera conseqüências maléficas na vida do povo, não é pecado, então, nada é pecado. Está dito!

        
Quem vende voto ou troca por quaisquer coisas é um Judas, um traidor, um covarde, merecedor de repúdio e de cadeia. Com essa atitude criminosa, está dando uma grande contribuição para a difusão do mal em todos os aspectos: social, político, econômico, cultural, etc.


E o candidato ou candidata que compra ou negocia o voto? Para esse cidadão ou cidadã, se aplica diversos adjetivos tais quais: corrupto, antiético, imoral, anticristão (ã), desavergonhado, oportunista, descompromissado com o coletivo, criminoso, um mal-feitor, um agressor da dignidade humana e transgressor da lei eleitoral e cristã. Para esse, só existe um remédio: é o eleitor sério e responsável dar-lhe cartão vermelho no dia da eleição. Mas, se porventura, ganhar devido os votos dos desavergonhados, que seja punido rigorosamente pela lesgilação eleitoral, com seu diploma cassado, perdendo assim o mandato. E, além disso, responder diante de Deus pelo seu crime eleitoral.


A porta do inferno, para esse tipo de gente que compra e vende votos, é larga.


Padre Djacy Brasileiro.



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