Articulista
Padre Bosco,
Coordenador da Pastoral
Carcerária no Estado da Paraíba
Que Vital descanse em paz
Dois
de fevereiro, dia dedicado a Nossa Senhora, Mãe de Jesus, no Hospital
em Recife, parte para a casa do PAI, Vital do Rego. Tive a oportunidade
de conviver de perto com ele quando Secretário de Cidadania. Antes de
conhecê-lo, era para mim apenas um nome famoso, depois, tornou-se um
grande amigo. Tivemos muitos contatos e, por isso, acompanhei muito a
sua vida, os seus problemas; participei da sua intimidade quando
algumas vezes fui até à sua residência em Campina Grande. Muitas vezes
ele veio tambem ao meu encontro na cidade de Mari e acompanhou alguns
momentos da vida paroquial onde eu estava presente. Aprendi a gostar
dele e admira-lo. Com ele a pastoral carcerária aprendeu muito.
Lembro-me de uma frase: "Deus é bom e quem não presta sou eu." Ele
mantinha uma radical postura a favor da humanização dos presidios mas
não foi ajudado e compreendido na sua meta, a mais acertada. Para o
sistema dá certo, realmente não existe outra alternativa. Ele, como um
grande humanista, sabia disso.
Brincando,
sempre dizia que tinha muito medo de mim, mas sempre me chamava de meu
oráculo. Muita coisa será dita a respeito dele. Com o seu jeito
sincero, teimoso, altamente inteligente e capaz, um grande tribuno, sem
dúvida alguma deixou um imenso legado para o nosso estado e para o
nosso país. Quem com ele conviveu guardou dele algo que jamais
esquecerá. Isso é o mais importante da vida: ao partir a pessoa deixa o
seu testemunho que continua presente e influenciando a vida e historia
dos que ficam.
Que o grande VITAL, agora ainda maior, por estar em Deus, a quem ele depositava a sua confiança, DESCANSE EM PAZ.
Pe. Bosco
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