A dependência da pessoa que perde a liberdade
A vida e a recuperação da pessoa reclusa é muito complexa, pelo fato de depender de varias instancias: A JUSTIÇA, O MINISTERIO PUBLICO, A ASISTENCIA SOCIAL, A PSICOLOGIA, A DEFENSORIA PUBLICA, A DIREÇAO DA PRISÃO COM SEUS DIVERSOS SERVIÇOS, A FAMILIA E A ASSISTENCIA RELIGIOSA.
É
muito comum uma instância culpar a outra. Já presenciei inúmeras
situações a este respeito: uma instancia fazendo duras criticas à outra
e culpando-a pela situação. Na realidade, cada instância deve dizer mea
culpa, diante da situação que requer toda uma dedicação ao trabalho.
Dentre
as categorias, qual delas é mais importante? Cada uma tem sua grande
importância até porque cada uma, de certo modo, depende da outra. No
entanto, creio que o Ministério Público e a Defensoria Pública cumprem
papel fundamental para o cumprimento da pena e a concessão de
benefícios.
Quando
as penas chegam a ser cumpridas ( como o conselho Nacional de Justiça
identificou aqui na Paraíba) de quem é a responsabilidade maior? Algum
jurista poderia até escrever esclarecendo esta questão.
Não faltariam ações do MP e da DP?
Em
Guarabira, temos uma prisão com uma população carcerária oscilante
entre 200 e 300 homens. Dois advogados, Defensores Públicos estão
lotados para o serviço. Segundo depoimento da direção, os mesmos
apareceram lá no dia em tomaram posse e nunca mais. Como é possível
entender essa situação? Quem faz o trabalho deles? Alguém ou ninguém? É
possível manter este esquema de abandono nas prisões? Como se mantêm ou
não o vinculo com o Estado sem o trabalho? De quem é a responsabilidade
de cobrar a atuação dos mesmos?
O
Conselho da Comunidade, o Promotor e o Juiz ou juíza da execução penal
devem visitar a cada mês a unidade prisional. Não se trata de uma
visita para tomar cafezinho na direção, mas visita de inspeção. Sem
isso não é possível coibir situações de desrespeito e violação dos
direitos fundamentais do ser humano, totalmente ignorados nas prisões.
Um
promotor no sertão para ter o trabalho de visitar, mandava buscar no
presídio o livro de registro aonde o mesmo fazia um relato como se
tivesse feito a inspeção. É claro que este não é o comportamento do
Ministério Publico mas um fato que pode se repetir em vista da
comodidade apresentada.









