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Articulista



                             Giarlando Alustal de Souza - Bananeiras - PB 
                             Administrador de Empresas pela UFPB.



                                                                

Mudança organizacional e gestão do conhecimento

 

A primeira mudança que ocorreu com pessoas, que estar registrado na história,  aconteceu há muitos anos atrás, quando o Homem teve que sair do jardim do Éden. Essa mudança trouxe muitos problemas para eles, pois estes tiveram que se adaptar a uma nova vida totalmente diferente do que estavam acostumados a viver.


Atualmente, a mudança, é um dos elementos mais importante do sucesso do gerenciamento. Para ter competitividade em mercados cada vez mais agressivos, empresas e profissionais necessitam estar abertos ao novo, ou seja, precisam estar sempre em processo de mudança, se antecipando aos concorrentes, identificando tendências, em fim, promovendo modificações  vitais para o desenvolvimento da organização. 


Um processo de mudança é sempre doloroso, pois implica em redirecionar constantemente frente ao contexto, a visão, valores e comportamento dos indivíduos.


Compreender o processo de mudança aumenta a consciência individual sobre esse processo, refletindo-se no desempenho individual e gerencial possibilitando a sua explicação e compreensão. As palavras explicação e compreensão devem ser esclarecidas. Explicar parte do caso geral utilizando uma teoria científica como base de sustentação, para argumentar sobre a questão, ou seja, é fazer ciência.


Por outro lado, o indivíduo que ouve a explicação necessita compreendê-la. A explicação ouvida se reflete no caso singular do ouvinte que utiliza seus conhecimentos e experiências para avaliar, comparar e validar o conteúdo. Se o conteúdo expressado não agregar significado a sua experiência e necessidades pessoais e organizacionais, ele não o compreende, pois, não promove significação e validade. O ato de explicar é fazer ciência, enquanto que compreender é fazer arte. Esta ação perpassa  tanto pela via da razão, como da emoção.


Desse modo, a explicação e compreensão da gestão de mudanças levam a refletir sobre quem deve promovê-las? O gerente? Mas, quem é o gerente? Segundo Adizes (1997) a explicação e compreensão da palavra gerente ou gerenciar não é universal. Nos idiomas como o, francês, servo-croata, americano e brasileiro pode significar dirigir, liderar ou administrar. Já no espanhol significa manejar ou manusear. Em certos países não é permitido o processo gerencial como o entendido por nós, sendo proibido o seu ensino. Na Iugoslávia decisões unilaterais de um gerente podem levá-lo a ser processado criminalmente. Em Israel, o gerente de um kibbutz é eleito periodicamente para não haver continuidade de cargos. Além disso, existem outros sinônimos intrigantes tais como: dominar, governar, motivar, manipular.


Nesta concepção, gerenciar pressupõe ato unilateral, onde o gerente diz ao seu colaborador o que fazer, ou seja, o gerente é superior e o colaborador é inferior ou subjugado. Apesar de isso ser um tanto perturbador, cabe destacar que o processo gerencial não é isento de valores. O processo gerencial é ciência (razão), arte (emoção) e política (valores e interesses culturais). Gerenciar então perpassa pela sutil manipulação do ato de liderar, bem como levar os seguidores a obedecer ou a fazer o que o líder deseja. Por isso que, em alguns setores, a palavra gerenciar é compreendida de forma pejorativa.


Desse modo, Drucker (1999) acredita que ao ressaltar um contexto de alta complexidade e velocidade de mudanças, a gestão das organizações diverge da gestão de 15 anos atrás. A nova realidade, que se renova a cada dia, necessita que os indivíduos nas organizações, em todos os níveis, desenvolvam e incorporem como prática diária a gestão de mudanças, já que é comum a crítica que se faz ao atual status quo. A gestão de mudanças implica em descobrir como o conhecimento é criado na organização e como ele se refletem em seus produtos, serviços e nas pessoas. E, essa descoberta não é simples e nem isenta de algum desconforto, já é notório que existe sofrimento nas organizações, principalmente quando se trata de algum tipo de mudança, pois fazem parte da nossa existência e condição humana. Entretanto, esta ação pode ser conduzida de forma menos sofrível possível.


A ação de gerenciar está impregnada de um discurso de como deve ser, enquanto que a implementação deste discurso reforça a distância entre o saber do gerente e o fazer dos subordinados. A alternativa aqui proposta, do princípio que a aprendizagem, o saber, o fazer, o engajamento e os modismos em busca dessa tal gerência eficaz, perpassam pela relação de compartilhamento de responsabilidades, onde todas as pessoas nas organizações exercem a gerência de suas atividades e, frente às elas, possuem autoridade e responsabilidades.




Giarlando ALustal de souza




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