Amigos e amigas leitores e leitoras do Focando a Notícia, continuando a apresentação dos pré-candidatos a Presidente da República do Brasil, trazemos agora o hitórico de Ciro Gomes.

Ciro Ferreira Gomes (Pindamonhangaba, estado de São Paulo, 6 de novembro de 1957) é um advogado e político brasileiro radicado em Sobral, no Ceará desde 1964.
Foi casado com Patrícia Saboya Gomes, sua aliada política e atualmente senadora pelo Ceará. Atualmente está casado com a atriz Patrícia Pillar.
Em 1979,
disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na
chapa Maioria, que na época era vista como uma tentativa da direita de
buscar influência no âmbito estudantil. Iniciou a carreira política no PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. Em 1980 a agremiação passou a se chamar PDS, partido pelo qual disputou seu primeiro pleito, tendo se filiado ao partido poucos meses antes, elegendo-se deputado estadual em 1982.[1] Em 1983 trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988 migrou ao PSDB e conseguiu ser eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza. Na eleição presidencial de 1989, apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula, no segundo turno. Em 1990, foi eleito governador do Ceará. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB. Ficou no posto entre 1991 e 1994.
Deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda em 6 de setembro de 1994 a convite do então presidente Itamar Franco. Sucedeu, nesta ocasião, Rubens Ricupero, flagrado confidenciando ao jornalista Carlos Monforte que havia problemas no Plano Real no instante em que a Rede Globo estava se preparando para colocar no ar um programa jornalístico (no episódio conhecido como escândalo da parabólica).
Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em 19 de março de 1992) para concorrer à presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7.426.190 votos (ficou atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva). Em 2002 disputou novamente o cargo público mais importante do país pelo PPS e terminou o pleito em quarto lugar com 10.170.882 votos (ficou atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho). No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.[1]
Passou em 2003, por não concordar com Freire quanto à oposição do PPS ao governo, para o PSB. Aceitou então convite de Lula para assumir o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo desenvolvimento regional e obras de infraestrutura. Em março de 2006
Ciro renunciou ao cargo para concorrer à Câmara dos Deputados Federais
pelo Estado do Ceará. A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula
de barreiras". Ela minava partidos políticos que não tivessem pelo
menos 5% de votos em âmbito nacional. Assim, Ciro quis "salvar" o PSB
da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação.
Caso contrário ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como
candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi eleito o deputado federal proporcionalmete mais votado do Brasil com mais de 16% dos votos. "Salvou" o PSB. Seu irmão Cid Gomes foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.
Em 2005, defendeu Lula no caso do mensalão.[2]
Em 2007,
foi divulgado que Victor Samuel Cavalcante da Ponte, amigo pessoal de
Ciro e responsável pela arrecadação da campanha dele e de seu irmão Cid
Gomes em 2006, e diretor-administrativo do Banco do Nordeste, respondia
a processo administrativo por reduzir, por meio de acordo, sem possuir
os poderes legais, uma dívida do banco com a empresa Frutas do Nordeste
do Brasil S.A. (Frutan) de 65 milhões para 6,6 milhões de reais. Na
época do acordo, Ciro havia enviado cartas a empresários dizendo que
Ponte falava em seu nome e de seu irmão em relação à contribuição para
suas campanhas políticas.[3]
Ciro Gomes informou que nunca interveio nas operações do
banco e que ligar seu nome ao caso "é forçar notoriamente
a barra".[4]
Em entrevista para Danilo Gentili do programa humorístico CQC, que foi ao ar no dia 28 de abril de 2008,
após brincar brevemente no início da entrevista, limitou-se a dizer:
"não sei do que você está falando", quando questionado sobre
irregularidades sobre a acusação de que seu irmão, Cid Gomes, ter usado
dinheiro público para pagamento de viagem particular à Europa
Em 22 de abril de 2008, afirmou em sabatina da Folha que poderá se candidatar à presidência do Brasil em 2010.[5] Já em 18 de junho de 2009, admitiu ponderar sobre candidatura ao cargo de governador do estado de São Paulo. [6]
Camilo - advogado do direito social.









