“Só consigo ver aspectos positivos na profissão”, diz Daniela Pinheiro

Publicado em sábado, Fevereiro 25, 2012 ·

Crédito: Divulgação
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Os últimos anos foram notáveis para Daniela Pinheiro, repórter da revista Piauí. Desde o revelador perfil de José Dirceu, publicado em 2008, Daniela ganhou novos leitores e reconhecimento na imprensa nacional. Sua carreira, no entanto, é anterior aos longos e elaborados perfis de grandes personalidades.

Com passagens em veículos como Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Veja e Época, Daniela, vencedora pela segunda vez da categoria repórter de revista do Troféu Mulher IMPRENSA, sempre buscou boas histórias e acredita que o jornalismo possibilita experiências únicas aos repórteres. “Não existe outra profissão em que todo mês você é obrigado a conhecer, a estudar, a se inteirar sobre um assunto completamente diferente daquele que você mergulhou no mês anterior”, explica.

Entre seus trabalhos importantes dos últimos anos, Daniela destaca também as matérias com os então candidatos à presidência em 2010, José Serra e Marina Silva, e a entrevista com Ricardo Teixeira, presidente da CBF. “Cada uma delas, à sua maneira, conseguiu traduzir uma época, uma conjuntura e um pouco da personalidade e da importância dos entrevistados”. Missão cumprida.

A seguir, confira entrevista com Daniela sobre o cenário atual do jornalismo, características da profissão e dicas aos novos repórteres que chegam ao mercado.

Como você avalia o mercado de jornalismo hoje?
Acho que o jornalismo na internet se tornou importantíssimo. Seja provocando fatos históricos ou reportando como eles estão acontecendo. Ao mesmo tempo, um veículo de extensa leitura e pouca superficialidade como a Piauí se mostra cada dia mais relevante. Talvez, o que esteja no meio disso – os jornais e as revistas semanais – ainda estejam buscando uma identidade própria nessa nova configuração das coisas.

Qual a importância do Troféu Mulher IMPRENSA para sua carreira?
Ser reconhecida por colegas, ex e atuais chefes e, sobretudo, pelos leitores. É tudo que um jornalista pode esperar de seu trabalho.

Quais os principais fatores positivos e negativos da profissão?
Eu só consigo ver os aspectos positivos, apesar de ser uma pessimista nata. Não existe outra profissão em que todo mês você é obrigado a conhecer, a estudar, a se inteirar sobre um assunto completamente diferente daquele que você mergulhou no mês anterior. Nem tampouco uma em que a gente conviva e conheça tanta gente diferente e interessante. Uma profissão em que sejamos obrigados a viajar, a estar em várias cidades e países sem o compromisso de ter que preparar uma planilha Excell no fim do dia. E mais: nenhuma outra em que a gente fique sabendo tanta fofoca sobre a humanidade – mesmo que não publiquemos. Adoramos uma fofoca. Talvez um ponto negativo, depois que eu me tornei mãe (e em dois anos, tive dois filhos), seja também a ausência de casa devido às inúmeras viagens e madrugadas isoladas escrevendo textos e lendo coisas para as matérias.

Que conselho você daria para quem pretende iniciar a faculdade de jornalismo hoje?
Arrume um estágio já no primeiro ano da faculdade. Restrinja o uso da internet, vá para a rua, apresente-se para as pessoas, converse com elas, faça com que elas saibam quem você é. Seja curioso e cara de pau. Leia mais livros e revistas do que a maioria dos seus amigos. Saia do Facebook porque gasta-se um tempo absurdo nessa besteira. Não seja partidário nem vista a camisa de nenhum lado. Não seja leviano nem venal. Tenha postura: no jeito de falar, de lidar com os outros, de se vestir enquanto estiver trabalhando.

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