‘Tráfico tem poder de subornar e cooptar as autoridades mais elevadas do país’, diz advogado

Publicado em segunda-feira, junho 27, 2011 ·

marcha-da-maconha1O advogado Américo Gomes de Almeida, defensor da Marcha da Maconha, afirmou que o tráfico de drogas tem o poder de subornar e cooptar as autoridades mais elevadas do país. Para ele, essa é a única explicação para que haja tanta droga. “Se essa droga chega não é por causa da marcha, não vamos exorcizar a marcha, mas os males causados pelos entorpecentes”, diz.

Com relação à aprovação da “Marcha da Maconha” Américo Gomes disse que a decisão do STF foi muito tardia “porque além da marcha da maconha na Paraíba através de seu representante que sou eu, vários advogados, nos estados onde foi proibida entraram com medidas no STF e essas reclamações nunca foram apreciadas”, diz.

Questionados sobre se marcha representaria a liberdade de expressão ou a incitação ao fato criminoso, o advogado defendeu que o combate de idéias não pode ser confundido com incitação. Para ele, a marcha não vai incitar o uso da droga, pois ela já é usada abertamente e vendida abertamente. “Se a constituição garante liberdade de expressão teria que ser assegurado esse direito”, comenta.

Em relação ao consumo da droga na capital, o advogado foi incisivo ao afirmar que não precisa haver marcha para ser discriminado o uso da droga. “Em vários lugares de João Pessoa como na região do Varadouro, Bairro dos Novais… os traficantes andam armados e vendem drogas todos os dias, não sejamos hipócritas… a droga está em todo lugar. É mais fácil controlar um evento público feito sob o olhar das mídias do que controlar essa apologia que acontece diariamente nas ruas, nos becos dos vários bairros de João Pessoa”, defende.

A marcha é um desserviço à educação em relação às drogas porque ela vai estimular o consumo porque muitos participantes farão uso da substância e o evento nas ruas não é o fórum ideal para este tipo de discussão. Segundo Deusimar, o Brasil está perdendo a guerra do combate as drogas e que é preciso educar desde criança, para que quando chegue a adolescência “que é a idade de maior risco”, eles estejam conscientes para escolher dizer não.


Paulo Cosme

Paraiba.com

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